Métodos de avaliação de empresas em 2026: convergência entre DCF, múltiplos e métricas ESG


Métodos de avaliação de empresas em 2026: convergência entre DCF, múltiplos e métricas ESG
Introdução
Em 2026, a avaliação de empresas deixa de ser uma escolha entre métodos para se tornar um exercício de convergência. Em fusões e aquisições, investidores em Portugal e na Europa exigem modelos que combinem o rigor do DCF, a validação de mercado dos múltiplos e o impacto económico das métricas ESG. O objetivo é simples: reduzir incerteza e traduzir risco em preço.
DCF com cenários e custo de capital disciplinado
O DCF continua a ser a âncora do valor empresarial, mas com mais ênfase em cenários e qualidade dos fluxos de caixa. O WACC incorpora:
– taxa livre de risco europeia estabilizada após o ciclo de subidas do BCE (2022–2024),
– prémio de risco de mercado mais prudente,
– spreads de dívida coerentes com a alavancagem e a cobertura de juros.
A construção de cases (base, alta, baixa) e a análise de sensibilidade a crescimento, margens e CAPEX tornam o DCF auditável e negociável, sobretudo em processos de M&A competitivos.
Múltiplos como prova de mercado, com ajustes finos
Os múltiplos (EV/EBITDA, EV/Receitas, P/E) calibram a perceção do comprador. Entre 2022 e 2024, transações na Península Ibérica mostraram bandas credíveis: indústria e serviços B2B em 6–8x EBITDA, software vertical em 10–14x, saúde especializada em 8–11x, consoante crescimento e retenção de clientes. Ajustes críticos:
– normalização de EBITDA (itens não recorrentes, pricing e mix),
– intensidade de capital e fundo de maneio,
– qualidade dos resultados e concentração de clientes.
ESG como risco-preço e impacto no WACC
A regulamentação europeia (CSRD, taxonomia) e o custo do carbono tornam ESG material. Empresas com governação robusta, eficiência energética e planos de descarbonização credíveis tendem a:
– reduzir WACC em 30–50 bps,
– comprimir spreads de dívida,
– evitar descontos de 10–20% em múltiplos em sectores expostos.
O contrário aplica-se a passivos ambientais, risco laboral e cadeias de fornecimento opacas.
Conclusão
A avaliação em 2026 é um “stack”: DCF para valor intrínseco, múltiplos para disciplina de mercado e ESG como modulador de risco. O processo certo combina dados, narrativa e comparáveis, transformando métricas em preço negociado. Fale connosco para uma avaliação estratégica da sua empresa.

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